A inspetora-chefe da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Liana Comassetto, explica que a maioria dos acidentes poderiam ser evitados. Conforme ela, casos que não estão relacionados com o comportamento são mínimos, como colisões em consequência de temporais, por exemplo.
_ A maior parte dos acidentes estão relacionados com a atitude com a conduta dos motoristas. Estou falando de rodovias federais, que é a área em que eu atuo. São raros os acidentes provocados por terceiros, como temporais ou vendavais _ explica.
Ainda conforme Liana, são vários os fatores que levam aos acidentes, como a pressa, o desrespeito à sinalização e o excesso de velocidade. Em estradas congestionadas, é ainda pior:
_ Quando há um congestionamento, o certo seria ficar parado, mas muitos ultrapassam pelo acostamento, o que é errado e um dos motivos dos atropelamentos _ diz.
Para os especialistas, a questão da velocidade pode ser decisiva na hora de salvar uma vida. O tempo de reação, de uma freada por exemplo, envolve velocidade. Quanto mais baixa a velocidade, maior o tempo para agir e evitar um acidente.
_ Reduzir a velocidade nas faixas de segurança, nos cruzamentos, é lei. E o que a gente vê? O contrário. O pessoal acelerando, principalmente quando tem semáforo e está no amarelo. Tem que antever a situação, estar preparado para que um pedestre, um ciclista ou até mesmo outro motorista saia e ter tempo para a reação _ conclui Mauri Panitz, engenheiro de trânsito.
Panitz critica o investimento em obras viárias que, segundo ele, é "pífio" em relação ao crescimento da frota e da economia:
_ Quando aumenta o número de veículos, o número de produção e de transporte e a infraestrutura não acompanham, e o trânsito entra em colapso. A demanda é cada vez maior. Aí, crescem o estresse, os congestionamentos e os acidentes _ conclui.
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